BIOGRAFIA


Luiz Monforte

Santos, 12 de abril de 1949
São Paulo, Brasil


Monforte é Doutor CUM LAUDAE em Arquitetura e Urbanismo pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo - área de concentração - Sistemas Representacionais Urbanos, tese defendida sob a orientação do Prof. Dr. Décio Pignatari (1998) e Mestre em Artes pela School of Photographic Arts and Sciences do Rochester Institute of Technology, tese defendida sob a orientação do Prof. Dr. Richard Zakia (1981). No Rochester Institute of Technology por seus trabalhos, recebeu um dos prêmios de aquisição Wallace Memorial Library Purchase Award por votação unânime do corpo docente. No Brasil, pelo trabalho de mestrado, recebeu o prêmio APCA Assoc. Paulista de Críticos de Arte.

Em 1998 e 1999 trabalhos pertencentes a coleção de seu doutoramento foram agraciadados com o GRAND PRIX na 2nd. International Triennial of Graphic Arts de Praga, República Tcheca, e, GRAND PRIX de Representação Nacional na 23a. Bienal Internacional de Artes Gráficas de Ljubljana, Eslovênia, o que lhe propiciou a apresentação de novos trabalhos em sala especial nas edições seguintes do evento: sala do Grand Prix da 3a. Trienal Internacional de Artes Gráficas de Praga, setembro, Adria Palace, República Tcheca.

No início de seu percurso como artista, por indicação do juri de seleção do do 5º Salão Nacional de Arte Jovem do CCBEU de Santos recebeu o prêmio de aquisição Prodesan e ainda o Rotary Foundation Award, (1976/1977) que lhe possibilitou estudos na área de Arte Terapia no Philadelphia College of Art. Foi bolsista da do Ministério da Educação e Cultura/Cnpq-Capes (1979/1982).

A partir de 1972, seus trabalhos têm sido apresentados em exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior, e estão documentados nas diversas instituições organizadoras daquelas exposições: Kupferstichkabinett der Akademie der bildenden Kunst Viena, Áustria; Fundacija Joze Ciuha, Bled, Eslovênia; Trienal Internacional de Artes Gráficas de Praga, República Tcheca; Bienal Internacional de Artes Gráficas de Ljublijana, Eslovênia; Fundação Bienal de São Paulo, Brasil; Museu de Arte Moderna de São Paulo, Brasil; Fundación Joan Miró de Barcelona, Espanha; Museu de Arte de São Paulo “Assis Chateaubriand”, Brasil; Museo Internacional de Eletrografia de la Universidad Castilla-La Mancha, Cuenca, Espanha; Fototeca Nacional de Cuba; Centro Colombo Americano do Chile; Museu Vasarely da Belgica; Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, Brasil; Rochester Institute of Technology, New York, Estados Unidos; Centre de Recherches Visuelles Université du Québec, Canadá; e George Eastmann House, Rochester, Estados Unidos.

É verbete da primeira enciclopédia internacional de fotografia, "Encyclopedie International des Photographes - de 1839 a nos jours" - Editions Camera Obscura, autores: Michel e Michele - Génève, Suíça.

Em 1988, na Bienal Internacional de Eletrografia de Valencia, Espanha, seu trabalho mereceu o destaque de uma seleção especial, fator relevante que em muito contribuiu para que fôsse apontado como expositor e coordenador de uma sala especial na XXa. Bienal Internacional de São Paulo, pelo curador de eventos especiais: 1º Studio Internacional de Eletrografia, posteriormente chamado Studio Internacional de Tecnologias de Imagens SESC/UNESP. Esse evento, cujo objetivo principal era a apresentação de algumas possibilidades tecnológicas de produção e reprodução de imagens, reuniu, em suas quatro edições, trabalhos de mais de 500 artistas e representações de diversas instituições nacionais e internacionais dentre os quais devem ser mencionados em suas respectivas áreas:
Vídeo: Bill Viola, Nam June Paik, Centre de Création Video de Montbeliar Belfort e Joseantonio Hergueta.
Design Gráfico: Javier Mariscal, Bruno Munari, Moema Cavalcanti, Stefano Rovai, Ucho Carvalho, Emilie Chamie, Ludovico Martino e Alexandre Wollner.
Gravura: Maria Bonomi, Philippa Hobbs, Renina Katz e Arnaldo Batalhini.
Fotografia: Maureen Bisiliat, Jerry Uelsmann, Pierre Cordier, Anna Mariani, Setsuko Ishii, Eikoh Hosoe, Andrew Davidhazy e Nathan Lyons.
Cerâmica: Stella Ferraz, Kimi Nii e Célia Cymbalista.
Livros: Keith Smith, Scott McCarney e ABER - Assoc. Brasileira de Encadernação e Restauro, Coca Frigerio, Alberto Cerchi e Luise Weiss.
Têxteis: Marc Sarrazin, Goya Lopes, Bia Cunha e Magdalena Dröste, como representante dos Arquivos da Bauhaus.
Eletrografia: Charles Arnold, Alcalacanales, Bernardo Krasniansky, Gerty Saruê, James Durand e Hirotaka Maruyama.
Design do Objeto: Bruno Munari, Fulvio Nanni, Jaqueline Terpins, Carlos Motta e Giorgio Giorgi.

Elaborou projetos para : Ministério da Educação e Cultura, Banco Safra, Sebrae – São Paulo, DCL – Difusão Cultural do Livro, Nestlé, Sebrae/Pará, Takano Editora Gráfica, Banco do Brasil, Ministério da Cultura, E-Max Consultoria e Negócios, Janos Participações, Banco Crefisul, Instituto Cultural Itaú, Livraria Cultura, Universidade Federal de São Carlos, Editora Iris, Editora Global, Editora Paparazzi, Universidade Estadual Paulista, Banco Sogeral, O&M Comercio Exterior Ltda., Assets DTVM, Editora FTD, Editora SENAC, Centro de Comunicação e Artes do SENAC/ São Paulo e SESC - Serviço Social do Comercio.

Suas fotografias foram publicadas em dois ensaios nas revistas Íris, Paparazzi, Fotografia, jornais O Estado de São Paulo, Jornal da Tarde, Folha de São Paulo e Folha da Tarde, e algumas delas podem ser vistas nos seguintes sites: trienal Internacional de Praga, no “site” reservado à coleção “Wallace Memorial Library Purchase Awards” do Rochester Institute of Technology, no “site” do Museo Internacional de Electrografia da Universidad Castilla La-Mancha, no “site” do MASP - Museu de Arte de São Paulo , no Banco de Dados do Instituto Cultural Itaú, e no site do Gabinete da Imagem de Lily Sverner.

É autor do livro "Fotografia Pensante", publicado e lançado em maio de 1997 pela Editora Senac. Este livro descreve passo a passo os procedimentos relativos aos processos históricos e alternativos de impressão fotográfica e é ilustrado por artistas como: Wesley Duke Lee, Maria Bonomi, Jeanette Musatti, Pierre Cordier, Charles Arnold, Bea Nettles, Simone Mattar, Jerry Uelsmann, Andrew Davidhazy, Jesus Pastor Bravo, Alcalacanales e outros.

Em 1997, por indicação de Maria Bonomi, faz parte da delegação que representa o Brasil na 22a. Bienal Internacional de Artes Gráficas de Ljublijana, Eslovênia, onde apresenta as gravuras digitais “Le jeux de la marelle”, “Hospscotch” e “O Jogo da Amarelinha”, pertencentes a série ainda inédita no Brasil, impressas sobre papel “des Arches”, com tiragem de 10 unidades cada uma, todas numeradas, assinadas, datadas e timbradas, as matrizes e cópias foram produzidas digitalmente.

É professor há mais de trinta anos, atuando nas cadeiras de Fotografia e Comunicação Visual, tendo pertencido aos quadros docentes das seguintes escolas: Faculdade de Arquitetura Artes e Comunicação da Unesp/Universidade Estadual Paulista - Campus Bauru e Instituto de Artes - Campus São Paulo, Universidade Santa Cecília de Santos, Faculdade de Música de Santos, Faculdades Anhembi Morumbi de São Paulo, Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (FDTI - Fundação para o desenvolvimento da Tecnologia “Paulo Vanzolin”) e Universidade Federal do Espírito Santo. Atualmente, leciona no Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista - Campus São Paulo.

Em outubro de 1998, foi professor e artista em residência no Royal Melbourne Institute of Technology, Melbourne/Austrália. No mesmo ano, participou também da exposição coletiva “A Palavra Como Suporte”, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, exposição itinerante, também exibida no Instituto Cultural Itaú de Belo Horizonte.

Em 1998, três de suas obras, passam a integrar a Coleção de Fotografia Pirelli/MASP - Museu de Arte de São Paulo, Brasil. No texto do catálogo é referendado como o introdutor da fotografia artesanal no Brasil.

Seus trabalhos também fazem parte do livro “The Art of the Enhanced Photography -beyond the photographic image”, de James Luciana e Judy Watts, editado pela Rockport Publisher em New York/USA, com prefácio de AD Coleman, lançado em 1999 em New York, Estados Unidos. Esta publicação, é dedicada aos artistas que, segundo seus autores, mudaram a forma, conteúdo e função da fotografia nas três últimas décadas. Aos trabalhos de Monforte foram dedicadas seis páginas de imagens e textos.

Em 1999/2000, realiza as seguintes exposições individuais reunidas sob o título “ALEGORIAS BRASILEIRAS” - Kupferstichkabinnet der Akademie der bildenden Kunst, Viena, Áustria e Fundação Joze Ciuha, Bled, Eslovênia. E, a propósito dessas exposições, lança o livro/catálogo/CDROM intitulado “ALEGORIAS BRASILEIRAS”. Essas exposições foram realizadas sob os auspícios do Ministério da Cultura do Governo Brasileiro e com o patrocínio do Banco do Brasil e o apoio da Takano Editora e Gráfica.

Em 2000, recebeu o Prêmio Fernando Pini de Excelência Gráfica da Associação Brasileira das Indústrias Gráficas-ABIGRAF e da Associação Brasileira de Tecnologia Gráfica-ABTG, pelos quarenta álbuns de gravuras digitais produzidos para a Takano Editora Gráfica como lote inicial da Coleção Takano de Artes Gráficas.

Em 2002, na qualidade de conferencista convidado, apresenta o ensaio multimídia (texto e imagem) “Stardust Memories” no Simpósio Internacional de Artes Gráficas, realizado pela Real Academia de Belas Artes de Madrid e Calcografia Nacional, Madrid, Espanha.

Em 2003, na qualidade de artista convidado, participa das seguintes exposições: Bienal Internacional de Artes Gráficas de Cracóvia, Polônia; Color in Graphic Arts, Tórun, Polônia; Bienal Internacional de Pequenos Formatos, Bitola, Macedonia e Bienal Internacional de Desenho e Gráfica de Gyor, Hungria. Seus trabalhos passam a figurar nos acervos do Brooklyn Museum, Brooklyn, USA; Centro Internacional de Artes Gráficas de Ljubljana, Eslovênia e Calcografia Nacional de Madrid, Espanha.

Ainda em 2003, seus trabalhos são apresentados no Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro na exposição: “Visões e Alumbramentos da Fotografia Contemporânea Brasileira na Coleção Joaquim Paiva”. O livro/catálogo editado naquela ocasião menciona seu trabalho como “fundamental na introdução dos processos fotográficos alternativos no Brasil” e referenda o artista como pioneiro na abertura de espaços nobres para exposição da fotografia brasileira.

Em agosto de 2005, participa da XXXIII Bienal da Vila Nova de Cerveira, Portugal na qualidade de artista convidado.