FOTOSSERIGRAFIA (SILK SCREEN)

Este versátil processo fotográfico é muito utilizado na indústria de estamparia de tecidos e na industria de impressão de rótulos ou marcas em embalagens. Por sua praticidade e baixo custo de execução, tem sido amplamente difundido pela industria de impressão tão popular que hoje existem no mercado diversos kits ou mesmo brinquedos infantis cuja finalidade é a pratica da serigrafia.

A maior parte dos materiais empregados nesse processo é facilmente encontrada em lojas especializadas e vem acompanhada de precisas instruções sobre como proceder com os mesmos.

O método serigráfico também é utilizado na edição de gravuras e foi amplamente difundido pelos trabalhos de muitos artistas da corrente Pop, como Rauschenberg e Andy Warhol.

A artista Mônica Schoenacker utiliza-se com freqüência dessa técnica para complementar suas instalações, imprimir seus livros e objetos artesanais. São bem conhecidas às aplicadas as serigrafias e litografias de Bernardo Krasniansky, cujas matrizes são confeccionadas a partir de transparências eletrográficas. O rigoroso trabalho de Gerty-Saurê também é referencia obrigatória quando se trata de serigrafia.

Há várias maneiras de se realizar uma fotosserigrafia. Seus princípios básicos resumem-se em aplicar uma emulsão fotossensível ou filme específico sobre uma fina tela de nylon esticada num bastidor. Seca, a superfície emulsionada deverá se parecer com a pele esticada de um tamborim.

A gravação da matriz serigráfica é feita por contato da tela de nylon emulsionada com o original escolhido, utilizando-se uma fonte de luz similar às indicadas nos processos anteriores. Durante a exposição à luz, as partes da emulsão ou do filme atingidas pela luz endurecem, e são essas partes que irão formar a imagem. As áreas não atingidas são diluídas no banho revelador. A revelação da imagem matriz é feita com jatos de água. O tempo de exposição à luz é, geralmente, indicado na embalagem da emulsão ou do filme utilizado.

O negativo a ser impresso, ou seja, a matriz, não precisa necessariamente ser um filme. Dependendo do resultado que se deseja obter, podem ser utilizados desenhos executados a nanquim sobre papel vegetal ou acetato ou mesmo silhuetas de figuras recortadas num papel cartão engomado.

Para um trabalho inicial, recomenda-se usar negativos de alto-contraste. Negativos com meios-tons são possíveis de ser trabalhados, se previamente reticulados.

A impressão da imagem é feita com tinta de impressão, pelo lado inverso do bastidor onde foi montada a tela de nylon. As margens desse bastidor funcionam como se fossem as laterais de uma caixa. A tinta é depositada numa das extremidades dessa caixa e, com auxílio de um rodo próprio para a tarefa, é puxada com pressão constante, de modo que deslize uniformemente até a extremidade oposta.

Impressa, a imagem deverá ser secada por um tempo que varia de acordo com o suporte utilizado, que pode ser papel, tecido, vidro ou pedra. Hoje, dispomos de tintas de secagem rápida, o que possibilita uma sobreimpressão alguns minutos após a primeira.

A sobreimpressão de matrizes é possível, mas para cada uma é necessária uma tela diferente. Impressões em quadricromia de uma única imagem pedem negativos reticulados e telas diferentes para cada impressão de cor. Em todos esses casos é necessário que se estabeleça um bom sistema de registro, com orientação para as diversas impressões.