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TRANSFERÊNCIA DE IMAGENS POLAROID
Há um
sem-número de curiosas experiências que podem ser executadas com o filme
instantâneo Polaroid. Uma delas consiste em colocar as imagens em um forno
brando de fogão comum ou simplesmente aquecê-las por alguns minutos após
sua revelação.
O aquecimento estufa a imagem, transformando-a em pequenas almofadas. Essa
elasticidade distorce a imagem original, gerando efeitos raros de serem
obtidos com os métodos da fotografia tradicional. Não há, no entanto,
nenhum estudo sobre a permanência de tais imagens por longo período.
Trata-se apenas de mero experimento que poderá ser documentado e anotado
para posterior utilização.
Filmes instantâneos Polaroid são filmes em que a revelação se processa no
interior de suas próprias embalagens, imediatamente após o registro e, por
essa razão, têm sido utilizados com freqüência por fotógrafos profissionais
como eficiente método de prova de composição e exposição à luz de seus
ensaios, como se fossem um esboço do projeto final. Há, no entanto, alguns
requintados profissionais quem têm tirado partido dos efeitos pictóricos
que tais filmes podem gerar quando a imagem, em estágio de processamento, é
transferida para suportes diversos, como o papel artesanal, tecidos de
fibra natural ou mesmo folhas de papel alumínio.
Claudio Feijó, Eduardo Muylaert,
Gal Oppido e Sandra Fazzino produziram interessantes ensaios fotográficos
valendo-se desses simples recursos, que consistem na transferência da
imagem por pressão contra o suporte escolhido. Os filmes recomendados pelo
fabricante para essas transferências são o Polaroid Polacolor
Color Film tipos 668,
559 ou 809. Filmes Polaroid preto-e-branco não servem ao propósito de
transferências.
Tudo o que é necessário para um bom resultado é a escolha de um papel
suporte de boa qualidade, similar aos recomendados nos processos
anteriores, um pequeno rodo ou mesmo um limpador de pára-brisas, para
exercer a pressão do negativo contra o suporte escolhido, algum
conhecimento das características dos filmes Polaroids
e muita imaginação.
Não há dados disponíveis sobre a permanência da imagem, o que não deve
constituir-se em problema, pois o resultado final pode e deve sempre ser
copiado pelos meios tradicionais ou reproduzido por outros meios como a
eletrografia.
A
Polaroid Corporation publicou um pequeno caderno
de explicações detalhadas sobre o assunto cuja leitura é altamente
recomendada. Claudio Feijó mantém cursos
regulares sobre fotografia em sua escola Imagem e Ação, onde esse tópico é
bem explorado.
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